Curso de Iniciação Política reúne cerca de 40 estudantes na E.E. Sidrônia Nunes Pires

Formação promovida em Caucaia do Alto pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de Cotia teve a participação de alunos do EJA e Ensino Médio

Com palestra da doutora em Ciência Política pela USP, Mônica Sodré, foi encerrada nesta quinta-feira (5) a segunda edição de 2017 do Curso de Iniciação Política. A formação, realizada na Escola Estadual Sidrônia Nunes Pires, em Caucaia do Alto, é promovida pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de Cotia em parceria com a Fundação Konrad Adenauer. Cerca de 40 estudantes do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) participaram do curso. 

Veja o álbum de fotos do curso:

 

Mônica criticou a ausência de conteúdos relacionados à vida política no currículo da maioria das escolas e, em um debate rico em exemplos, buscou mostrar aos alunos a importância de participar da política em todas as esferas. "Se reconhecemos que existem problemas, precisamos mudar nossa atitude para resolvê-los. Política serve para organizar a vida em sociedade, não é algo exclusivo de quem decide concorrer, não é só disputar eleição. Tudo o que tem a ver com a organização da vida em sociedade tem a ver com política".

O segundo dia de curso, na terça-feira (3), ficou a cargo da mestre em Ciência Política pela USP, Joyce Luz. Lembrando a evolução do conceito de cidadania, a palestrante explicou que é a democracia que garante liberdade e direitos à população. "Eu tenho o direito de expressar minha opinião. Quando falamos em direito, seu colega tem os mesmos direitos que você. Seus direitos vão até onde começa o do outro". Garantir que direitos e deveres sejam cumpridos e respeitados, segundo Joyce, é dever não só de ocupantes de cargos públicos, mas de todos os cidadãos.

Na abertura do curso, os estudantes receberam em primeira mão a cartilha produzida pela Escola do Parlamento explicando o funcionamento do sistema político brasileiro. "O presidente não governa sozinho. Temos 70 mil políticos eleitos no Brasil. A democracia é muito simples: se um político não fez o que deveria fazer, trocamos ele na próxima eleição. Precisamos cobrar, porque às vezes ele não está fazendo porque não tem cobrança", defendeu o especialista em Ciência Política, Samuel Oliveira, palestrante do primeiro dia de formação.

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